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	<title>Arquivos Artigos de Opinião - ZF Press</title>
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		<title>A música que tocamos diz muito sobre nós</title>
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		<dc:creator><![CDATA[zfpress_administrador]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Aug 2026 13:31:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos de Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[*Por Manoel Izidoro A arte dos sons está presente nos mais diversos momentos da nossa trajetória. Ela surge na lembrança da infância, na celebração de uma conquista, na saudade de alguém ou simplesmente naquele instante em que precisamos de uma canção para traduzir o que sentimos. Por isso, quando escolhemos algo para ouvir ou aprender, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>*Por Manoel Izidoro</em></p>
<p>A arte dos sons está presente nos mais diversos momentos da nossa trajetória. Ela surge na lembrança da infância, na celebração de uma conquista, na saudade de alguém ou simplesmente naquele instante em que precisamos de uma canção para traduzir o que sentimos. Por isso, quando escolhemos algo para ouvir ou aprender, revelamos um pouco da nossa essência.</p>
<p>Na sala de aula, essa relação fica ainda mais evidente. Há alunos que chegam querendo aprender uma canção específica porque ela marcou uma fase marcante. Outros escolhem um instrumento inspirados por alguém ou para homenagear uma pessoa querida. E existem os que simplesmente descobrem, no primeiro acorde, uma nova forma de se expressar.</p>
<p>Como professor, aprendi que ensinar não é apenas apresentar notas, ritmos e técnicas. É também entender que cada estudante traz uma história. O instrumento pode até ser o mesmo, mas a maneira como cada um se conecta com ele será única.</p>
<p>Quando alguém aprende a tocar uma melodia que ama, algo se transforma. A pessoa deixa de ser mera espectadora e passa a integrar a obra. Cada nota tocada carrega a sua interpretação, sensibilidade e momento de vida. Nesse processo, o som se converte em expressão pura.</p>
<p>Talvez por isso a mesma canção desperte emoções tão distintas em cada ouvinte. Para uns representa alegria, para outros traz saudade ou superação. O som não chega pronto ao coração, pois nós o preenchemos de sentido a partir das nossas próprias vivências.</p>
<p>Esse aprendizado não tem idade. Uma criança encontra na prática uma forma de desenvolver criatividade e disciplina. O adolescente descobre a própria identidade. O adulto reencontra uma paixão deixada de lado. A maturidade permite transformar em realidade um sonho guardado por décadas.</p>
<p>Em tempos de consumo acelerado, aprender um instrumento é também uma oportunidade de desacelerar. Exige repetir, errar, escutar novamente, tentar de novo e ter paciência com a jornada. Não há atalhos para transformar uma sequência de notas em arte viva.</p>
<p>No fim, reside aí uma das maiores belezas da música, pois ela nos permite revelar quem somos sem a necessidade de palavras. Algumas canções contam o que fomos, outras traduzem o que vivemos hoje e há aquelas que nos acompanham enquanto descobrimos quem ainda queremos ser.</p>
<p>A música que tocamos diz muito sobre quem somos, mas o mais bonito é perceber que, ao dar vida a uma canção, também aprendemos um pouco mais sobre nós mesmos.</p>
<p><em>Manoel Izidoro é professor e proprietário da Escola de Música IGC de Cuiabá.</em></p>
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		<title>Os riscos patrimoniais das liminares possessórias</title>
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		<dc:creator><![CDATA[zfpress_administrador]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Aug 2026 20:23:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos de Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[*Por Thyago Ribeiro da Rocha Em Mato Grosso, a terra representa um dos principais ativos econômicos, sendo comum que as disputas possessórias envolvendo imóveis rurais sejam acompanhadas de pedidos liminares de reintegração ou manutenção da posse. As liminares possessórias são decisões judiciais que garantem a manutenção ou reintegração da posse, antes mesmo de se ouvir [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>*Por Thyago Ribeiro da Rocha</em></p>
<p>Em Mato Grosso, a terra representa um dos principais ativos econômicos, sendo comum que as disputas possessórias envolvendo imóveis rurais sejam acompanhadas de pedidos liminares de reintegração ou manutenção da posse.</p>
<p>As liminares possessórias são decisões judiciais que garantem a manutenção ou reintegração da posse, antes mesmo de se ouvir o réu, conforme determina o art. 562 do Código de Processo Civil (CPC/2015). Para fazer esse tipo de pedido, o autor precisa provar sua posse, a turbação ou o esbulho, a data dessas ofensas, além da continuação da posse na ação da manutenção, ou a perda da posse na ação de reintegração, conforme exige o art. 561 do mesmo código.</p>
<p>Neste sentido, as liminares possessórias são espécies de tutela provisória, que é disciplinada pelos art. 294 e seguintes do CPC. Na lição do professor Marcelo Ribeiro (2023) a tutela provisória é uma técnica processual diferenciada pela cognição sumária, razão pela qual, possui natureza precária, pois podem ser revogadas ou modificadas ao longo do processo, gerando, com isso, responsabilidades processuais. “A responsabilidade processual pode ser subjetiva ou objetiva. Tratando-se de tutelas provisórias, dispõe o novo Código de Processo Civil que a parte responde pelo prejuízo decorrente da efetivação da medida de urgência (cautelar ou antecipada), independentemente da culpa”, especifica (RIBEIRO, 2023, p. 579).</p>
<p>Dessa forma, sendo a sentença desfavorável aos interesses da parte que obteve decisão liminar, seja por improcedência do pedido principal, ou por extinção sem resolução do mérito, incidirá a responsabilidade objetiva de reparação do dano processual.</p>
<p>Esse entendimento está consolidado na jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ao julgar o AgInt no AgInt no REsp 1.597.669/RJ, a Terceira Turma assentou que &#8220;os danos causados a partir da execução de tutela antecipada decorrem de responsabilidade processual objetiva&#8221;, sendo a reparação integral apurada em fase de liquidação de sentença.</p>
<p>No mesmo sentido, o STJ reafirmou, no julgamento do REsp 1.780.410/SP, que &#8220;a obrigação de indenizar o dano causado pela execução de tutela antecipada posteriormente revogada é consequência natural da improcedência do pedido&#8221;, dispensando, inclusive, pronunciamento judicial expresso que imponha a obrigação de reparar, uma vez que ela decorre diretamente da legislação processual. A Corte também definiu que os prejuízos devem ser apurados em liquidação realizada nos próprios autos, observando o princípio da reparação integral.</p>
<p>Por essas razões, é fundamental a análise concreta dos fatos ao se adotar a estratégia de um pedido liminar no âmbito do direito possessório, afinal, ao se tratar de propriedade rural, os custos de uma indenização em decorrência da revogação da liminar, podem significar prejuízos milionários e comprometer de forma significativa quem tiver a obrigação de indenizar.</p>
<p><em>Thyago Ribeiro da Rocha é advogado, sócio-fundador do escritório Goulart e Ribeiro da Rocha Advogados.</em></p>
<p><strong>Referências</strong></p>
<p>BRASIL. Lei nº 13.105, de 16 de março de 2015. Código de Processo Civil. Brasília, DF: Presidência da República, 2015.<br />
BRASIL. Superior Tribunal de Justiça. Terceira Turma. AgInt no AgInt no Recurso Especial n. 1.597.669/RJ. Relator: Ministro Moura Ribeiro. Julgado em 29 jun. 2020. DJe 1 jul. 2020.<br />
BRASIL. Superior Tribunal de Justiça. Terceira Turma. Recurso Especial n. 1.780.410/SP. Relator para acórdão: Ministro Moura Ribeiro. Julgado em 23 fev. 2021. DJe 13 abr. 2021.<br />
RIBEIRO, Marcelo. Processo civil [recurso eletrônico]. 3. ed. Rio de Janeiro: Método, 2023. p. 577-580.</p>
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		<title>PGM Cuiabá, 75 anos de compromisso</title>
		<link>https://agenciazfpress.com.br/pgm-cuiaba-75-anos-de-compromisso/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[zfpress_administrador]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Jul 2026 13:46:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos de Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[*Por Georgia Fajuri Gebara As celebrações dos 75 anos da Procuradoria Geral do Município de Cuiabá são ato de reconhecimento da trajetória de uma instituição que ajudou a construir, consolidar e proteger a administração pública na nossa Capital. Ao longo desse caminho, a PGM Cuiabá tornou-se uma referência de excelência técnica, compromisso institucional e defesa [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>*Por Georgia Fajuri Gebara</p>
<p>As celebrações dos 75 anos da Procuradoria Geral do Município de Cuiabá são ato de reconhecimento da trajetória de uma instituição que ajudou a construir, consolidar e proteger a administração pública na nossa Capital. Ao longo desse caminho, a PGM Cuiabá tornou-se uma referência de excelência técnica, compromisso institucional e defesa permanente do interesse público.</p>
<p>A Procuradoria exerce uma função estratégica para o funcionamento da administração pública. É por meio de sua atuação que decisões governamentais encontram respaldo jurídico, políticas públicas são implementadas com segurança e o patrimônio público é protegido em benefício de toda a coletividade.</p>
<p>A história da PGM se confunde com a própria evolução de Cuiabá. Desde sua criação, em 1951, a instituição acompanhou o crescimento da cidade, a modernização da gestão pública e o aumento da complexidade das demandas administrativas. Em cada etapa desse processo, os procuradores e servidores contribuíram para garantir que a legalidade permanecesse como fundamento das ações do Poder Público.</p>
<p>Em tempos de desafios cada vez maiores para a administração municipal, a Advocacia Pública assume papel ainda mais relevante. Cabe aos procuradores atuar preventivamente, orientar gestores, evitar litígios desnecessários, recuperar créditos públicos e defender judicialmente os interesses do Município. Trata-se de uma atividade essencial para assegurar eficiência, transparência e responsabilidade na gestão dos recursos públicos.</p>
<p>Os 75 anos da PGM Cuiabá também representarão a força de uma instituição permanente de Estado, formada por profissionais altamente qualificados e comprometidos com a missão de servir à população. Cada parecer elaborado, cada ação judicial conduzida e cada orientação jurídica prestada refletem um trabalho técnico que impacta diretamente a vida dos cidadãos cuiabanos.</p>
<p>É impossível falar da Procuradoria sem reconhecer a dedicação dos procuradores municipais que, ao longo das décadas, construíram um legado de seriedade e profissionalismo. Da mesma forma, merece destaque o trabalho dos servidores que integram a estrutura administrativa da instituição e contribuem diariamente para o seu funcionamento.</p>
<p>Para marcar esse ano histórico, a União dos Procuradores do Município de Cuiabá lançou o selo comemorativo dos 75 anos da PGM Cuiabá, uma homenagem simbólica que registra a relevância institucional dessa trajetória. Também foi realizado, no dia 6 de março, na sede da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), o Seminário da Advocacia Pública, reunindo profissionais, autoridades e especialistas para debater os desafios e perspectivas da atuação jurídica no setor público.</p>
<p>As comemorações estão previstas para acontecer ao longo do ano e representam não apenas um olhar para o passado, mas também os pés no presente e o compromisso com o futuro. A PGM Cuiabá chegará aos seus 75 anos fortalecida, preparada para enfrentar novos desafios e continuar contribuindo para uma administração pública cada vez mais eficiente, segura e alinhada aos interesses da sociedade.</p>
<p>Que o marco dos 75 sirva para reafirmar a importância da Advocacia Pública Municipal e homenagear todos aqueles que fizeram e continuam fazendo parte dessa história de dedicação, competência e compromisso com Cuiabá.</p>
<p><em>Georgia Fajuri Gebara é procuradora do Município de Cuiabá e presidente da União dos Procuradores do Município de Cuiabá (Uniproc).</em></p>
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		<title>Um novo começo com a música</title>
		<link>https://agenciazfpress.com.br/um-novo-comeco-com-a-musica/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[zfpress_administrador]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 15:40:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos de Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[*Por Manoel Izidoro Julho marca a metade do ano e oferece a oportunidade de olhar para os meses que passaram e para os que ainda estão por vir. É um período em que muitas pessoas reorganizam a rotina, retomam projetos e estabelecem metas. Entre tantos planos, aprender a tocar um instrumento pode ser a decisão [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>*Por <em>Manoel Izidoro</em></p>
<p>Julho marca a metade do ano e oferece a oportunidade de olhar para os meses que passaram e para os que ainda estão por vir. É um período em que muitas pessoas reorganizam a rotina, retomam projetos e estabelecem metas. Entre tantos planos, aprender a tocar um instrumento pode ser a decisão que faltava para transformar um sonho antigo em realidade.</p>
<p>É comum adiar esse desejo por acreditar que falta tempo ou que a idade já não é a ideal. No entanto, a música não impõe limites. De crianças a idosos, o aprendizado é acessível em qualquer fase da vida, respeitando o ritmo de cada um e revelando, aos poucos, a satisfação de evoluir a cada aula.</p>
<p>O processo vai muito além de dominar notas e acordes. Praticar um instrumento estimula a concentração, fortalece a memória, desenvolve a coordenação motora e incentiva a disciplina. Ao mesmo tempo, desperta a criatividade, amplia a sensibilidade e proporciona momentos de bem-estar que fazem diferença no dia a dia.</p>
<p>O impacto positivo se estende a todas as idades. Para os pequenos, contribui para o desenvolvimento cognitivo e social. Os adolescentes encontram nessa arte um espaço para se expressar e fortalecer a autoconfiança. Já os adultos encontram uma atividade terapêutica, capaz de aliviar o estresse e exercitar o cérebro.</p>
<p>Outro mito frequente é o de que é preciso nascer com um &#8220;dom&#8221; natural. Na prática, o aprendizado acontece por meio da dedicação, da constância e da orientação de professores preparados para acompanhar cada aluno de forma individual, valorizando o potencial e os objetivos de cada um.</p>
<p>Estudar em uma escola especializada também significa integrar um ambiente que inspira e acolhe. O contato com outros estudantes, as apresentações e as vivências compartilhadas tornam a caminhada ainda mais motivadora, ajudando a construir memórias que permanecem por toda a vida.</p>
<p>Contar com uma estrutura adequada e uma metodologia de ensino humanizada faz toda a diferença para quem está dando os primeiros passos ou deseja retomar os estudos. Esses ambientes superam o conceito tradicional de salas de aula, oferecendo as ferramentas necessárias e o suporte pedagógico essencial para que cada aluno descubra seu próprio estilo e avance com segurança, transformando o esforço diário em pura arte.</p>
<p>Se a vontade de aprender ficou para depois durante o primeiro semestre, este é o momento de mudar essa história. Começar agora é dar a si mesmo a oportunidade de desenvolver uma nova habilidade e descobrir talentos. Afinal, a hora certa para realizar um projeto não depende do calendário, mas sim da decisão de dar o primeiro passo.</p>
<p><em>Manoel Izidoro é professor e proprietário da Escola de Música IGC de Cuiabá.</em></p>
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		<title>Alerta contra o golpe do falso juiz</title>
		<link>https://agenciazfpress.com.br/alerta-contra-o-golpe-do-falso-juiz/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[zfpress_administrador]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 18:27:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos de Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[Por Jaqueline Cherulli* A credibilidade do Poder Judiciário é um dos pilares da democracia. É justamente essa confiança construída ao longo de décadas que criminosos têm tentado explorar por meio de uma modalidade de fraude que passou a acontecer em Mato Grosso, que é o golpe do falso juiz. No Brasil, já há registro de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Por <em>Jaqueline Cherulli*</em></p>
<p>A credibilidade do Poder Judiciário é um dos pilares da democracia. É justamente essa confiança construída ao longo de décadas que criminosos têm tentado explorar por meio de uma modalidade de fraude que passou a acontecer em Mato Grosso, que é o golpe do falso juiz.</p>
<p>No Brasil, já há registro de outros crimes dessa natureza sendo praticados. Em geral, criminosos utilizam nomes de magistrados, símbolos oficiais, documentos falsificados e até informações reais de processos judiciais para abordar cidadãos na perspectiva de exigir pagamentos, solicitar transferências via pix ou prometer liberação de valores supostamente vinculados a ações judiciais.</p>
<p>A estratégia se apoia na aparência de legitimidade e busca transformar a confiança na Justiça em instrumento para a prática de crimes. Tribunais de todo o país vêm emitindo alertas sobre esse tipo de fraude, que também atinge advogados e partes envolvidas em processos judiciais. Inclusive, mais popular e já sendo praticado há algum tempo, tem sido o golpe do falso advogado, com modus operandi parecido.</p>
<p>É importante que a sociedade compreenda um aspecto fundamental: juízes não entram em contato com partes para solicitar depósitos, pagamentos de custas por aplicativos de mensagens ou transferências bancárias para liberar valores de processos. A atuação do magistrado ocorre exclusivamente por meio dos autos, das decisões judiciais e dos canais oficiais do Poder Judiciário.</p>
<p>Os criminosos procuram justamente explorar o desconhecimento sobre o funcionamento da Justiça. Muitas vezes utilizam fotografias de magistrados, logotipos de tribunais, documentos aparentemente oficiais e informações públicas dos processos para conferir credibilidade à fraude. Em alguns casos, chegam a se passar por advogados ou servidores da Justiça, criando uma cadeia de comunicação falsa capaz de convencer pessoas de boa-fé.</p>
<p>Esse cenário exige uma resposta que vai além da repressão criminal. É preciso investir em informação e prevenção. A melhor defesa contra esse tipo de golpe continua sendo a orientação da população. Sempre que houver qualquer solicitação financeira relacionada a um processo judicial, a primeira providência deve ser confirmar a informação diretamente com o advogado constituído ou pelos canais oficiais do tribunal competente. Na dúvida, nunca realize pagamentos nem compartilhe dados pessoais ou bancários.</p>
<p>O próprio Conselho Nacional de Justiça tem acompanhado o crescimento dessas fraudes e articulado medidas para reforçar a segurança dos sistemas eletrônicos, além de apoiar iniciativas legislativas destinadas a prevenir esse tipo de crime. O objetivo é proteger não apenas os usuários da Justiça, mas também a credibilidade das instituições.</p>
<p>Como presidente da Associação Mato-Grossense de Magistrados (AMAM), considero que esse também é um compromisso institucional da magistratura. Defender a Justiça significa proteger a sociedade daqueles que tentam utilizar indevidamente o nome de seus juízes para obter vantagem ilícita.</p>
<p>A confiança da população no Poder Judiciário é um patrimônio coletivo. Ela foi construída pela atuação séria de milhares de magistrados que exercem sua função com independência, imparcialidade e responsabilidade. Não podemos permitir que criminosos se apropriem dessa confiança para enganar cidadãos.</p>
<p><em>*Jaqueline da Costa Silva Cherulli é presidente da Associação Mato-grossense de Magistrados (AMAM) e subcoordenadora da Justiça Estadual da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB).</em></p>
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		<title>A floresta que cresce em silêncio</title>
		<link>https://agenciazfpress.com.br/a-floresta-que-cresce-em-silencio/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[zfpress_administrador]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 13:29:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos de Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[Por Jaqueline Cherulli* Quando esteve no Brasil, em 2013, o Papa Francisco foi questionado sobre as dificuldades enfrentadas pela Igreja. Em resposta, deixou uma reflexão que permanece atual: &#8220;Uma árvore que cai faz mais barulho do que uma floresta que cresce.&#8221; Poucas imagens traduzem tão bem a realidade da magistratura brasileira. Vivemos um tempo em [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Por <em>Jaqueline Cherulli*</em></p>
<p>Quando esteve no Brasil, em 2013, o Papa Francisco foi questionado sobre as dificuldades enfrentadas pela Igreja. Em resposta, deixou uma reflexão que permanece atual: &#8220;Uma árvore que cai faz mais barulho do que uma floresta que cresce.&#8221; Poucas imagens traduzem tão bem a realidade da magistratura brasileira.</p>
<p>Vivemos um tempo em que fatos isolados, pela própria natureza da notícia, recebem grande repercussão. É natural que assim seja. Entretanto, nenhuma instituição pode ser compreendida apenas pelas suas exceções. A parte jamais poderá representar o todo. Enquanto uma árvore que cai desperta atenção imediata, uma floresta inteira continua crescendo silenciosamente, produzindo frutos, preservando vidas e cumprindo sua função.</p>
<p>A magistratura brasileira é essa floresta!</p>
<p>Em Mato Grosso, apenas no último ano, dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) revelam que o Poder Judiciário recebeu mais de 645 mil novos processos e julgou mais de 709 mil. Cada magistrado foi responsável, em média, por mais de dois mil processos em 2025. São números que revelam o compromisso da magistratura com a sociedade.</p>
<p>Esse esforço cotidiano raramente ocupa as manchetes. Mas é ele que sustenta a confiança da sociedade no Poder Judiciário.</p>
<p>Enquanto os holofotes se voltam para uma árvore que vai, a floresta que cresce continua sendo sustentáculo do ecossistema social, pulsando essencialidade, garantindo direitos, ouvindo de forma ativa e relevando frutos colhidos pelo coletivo.</p>
<p>Neste contexto, cabe frisar que a magistratura brasileira talvez seja uma das carreiras mais fiscalizadas da República. Isso se comprova com os fatos. Sempre que há indícios de irregularidades, o ordenamento jurídico oferece instrumentos próprios para apuração rigorosa dos fatos. Nos Estados, essa atribuição cabe às Corregedorias-Gerais da Justiça; nacionalmente, à Corregedoria Nacional de Justiça. São instituições técnicas, independentes e vocacionadas à preservação da integridade do sistema, assegurando tanto a responsabilização, quando necessária, quanto o respeito ao devido processo legal e às garantias fundamentais.</p>
<p>É justamente essa estrutura de controle que fortalece a credibilidade do Poder Judiciário. A Justiça não se constrói pela condenação antecipada nem pelo julgamento da opinião pública. Constrói-se pela observância da legalidade, pela apuração responsável dos fatos e pela confiança nas instituições.</p>
<p>Como presidente da Associação Mato-Grossense de Magistrados, compreendo que nosso dever é defender a magistratura sem jamais renunciar aos princípios que sustentam o Estado Democrático de Direito. Defender a magistratura não significa negar problemas. Significa impedir que episódios isolados obscureçam o trabalho sério, silencioso e comprometido realizado diariamente pelos magistrados brasileiros.</p>
<p>A floresta continua crescendo.</p>
<p>Ela cresce cada vez que uma sentença protege uma criança, assegura um tratamento de saúde, garante um direito previdenciário, resolve um conflito familiar, enfrenta a criminalidade ou oferece segurança jurídica para quem empreende e gera empregos.</p>
<p>É essa floresta que merece ser vista. Porque, onde a magistratura é respeitada, a democracia também floresce.</p>
<p><em>*Eulice Jaqueline da Costa Silva Cherulli é presidente da Associação Mato-grossense de Magistrados (AMAM) e Subcoordenadora da Justiça Estadual da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB).</em></p>
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		<title>O cenário dos conflitos fundiários em Mato Grosso</title>
		<link>https://agenciazfpress.com.br/o-cenario-dos-conflitos-fundiarios-em-mato-grosso/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[zfpress_administrador]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 14:33:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos de Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[Por Joaquim Goulart* Mato Grosso, com sua notoriedade econômica centrada na produção agropecuária, também se destaca pelo volume de conflitos fundiários, especialmente os que se referem ao direito dominial, envolvendo disputas que tratam sobre demarcação, propriedade ou posse. É comum que essas celeumas sejam associadas apenas às invasões de propriedades. Embora esse seja um dos [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Por <em>Joaquim Goulart*</em></p>
<p>Mato Grosso, com sua notoriedade econômica centrada na produção agropecuária, também se destaca pelo volume de conflitos fundiários, especialmente os que se referem ao direito dominial, envolvendo disputas que tratam sobre demarcação, propriedade ou posse.</p>
<p>É comum que essas celeumas sejam associadas apenas às invasões de propriedades. Embora esse seja um dos fatores, a realidade é muito mais complexa e decorre da própria formação territorial de Mato Grosso, ainda no final do século 19, em 1892, com o estímulo e favorecimento ao acesso de grandes porções territoriais, conforme registrado pela pesquisadora e professora da UFMT, Gislaine Moreno (1994).</p>
<p>Outros momentos históricos reforçaram a precariedade e complexidade dos registros de imóveis rurais em Mato Grosso, como o “Serviço de Povoamento do Solo Nacional (1907), ou a Marcha para o Oeste (1938), com a política de povoar o interior do país. Moreno ainda registra, que após o fim do Estado Novo e a abertura democrática com a Constituição de 1946, houve a priorização da política de venda de terras públicas, chamadas devolutas. Em Mato Grosso, neste período, passa a ser implementado uma política de privatização de terras devolutas, sendo deste período o “Código de Terras do Estado” (1949), considerado um marco legal decisivo para a história do Estado.</p>
<p>A pesquisadora (MORENO, 1994) destaca ainda, que é entre 1950 a 1964, que há a venda indiscriminada de terras devolutas, criando-se assim a conjuntura histórica que denota os conflitos fundiários em Mato Grosso, gerando, entre outros conflitos, a sobreposição de matrículas dos imóveis rurais, em decorrência da imprecisão dos registros.</p>
<p>O jurista José de Arimatéia Barbosa, em seu artigo: Diagnóstico dos problemas do registro de imóveis rurais no Brasil”, publicado em 2015 na obra Reflexiones Sobre Derecho Latinoamerico, explica que “até a promulgação da Lei 10.267/01, o Cadastro Nacional de Imóveis Rurais (CNIR), a identificação do imóvel rural era feita, em sua maioria, de forma deficiente, sem nenhuma exigência de coordenadas geográficas que possibilitassem sua localização no solo”, sendo obrigatório o georreferenciamento dos imóveis rurais apenas à partir deste marco regulatório.</p>
<p>A situação é tão marcante, que Barbosa (2015) destaca um fato histórico envolvendo Mato Grosso, quando em 2005, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), por meio da portaria nº 21, suspendeu por 60 dias, as certificações expedidas nos municípios de Mato Grosso, que ainda não tinham sido registradas pelos Cartórios de Registros de Imóveis. A decisão foi tomada, pois à época, o Instituto não possuía um banco de dados com informações sobre todos os imóveis do Estado, o que implicou em grande cenário de insegurança jurídica.</p>
<p>Tais questões de ordem fundiária refletem em demandas judiciais complexas. Dados do Justiça em Números do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) apontam que o Poder Judiciário de Mato Grosso tem um estoque de 118 processos até 31 de maio de 2026, envolvendo conflitos fundiários, sendo 22 novas ações ajuizadas apenas neste ano, com tempo médio de pendência para julgamento de 1.770 dias. No Brasil, o estoque de processos em andamento sobre o tema soma 1.874 ações, com tempo médio pendente de julgamento de 1.489 dias, ou seja, são pelo menos 4 anos de espera por uma decisão.</p>
<p>Grande parte dessa litigiosidade se dá pela complexidade dessas disputas, outra questão já identificada pelo próprio CNJ, em relatório de 2010 sobre Conflitos Fundiários, apontam que Mato Grosso, está entre os Estado com maior número de disputas desta natureza em razão de características como “extensas propriedades, baixa densidade demográfica e dificuldade de acesso ao Poder Público”, o que corrobora para “invasões, grilagem e poder coercitivo privado na resolução das disputas territoriais”.</p>
<p>Na seara processual, o tema da sobreposição tem sido reiteradamente apreciado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), cujo entendimento pacificado é a consolidação do princípio da prioridade registral, a exemplo do Resp 2147557/SP, Recurso Especial 2024/0195846-1), de relatoria da ministra Nancy Andrighi, ao analisar posse injusta por invasão praticada por proprietário de imóvel vizinho que apresentava uma questão de sobreposição de registros.</p>
<p>O referido princípio está positivado no art. 186 da Lei 6.015/73 (Lei de Registros Públicos), que assim determina: “O número de ordem determinará a prioridade do título, e esta a preferência dos direitos reais, ainda que apresentados pela mesma pessoa mais de um título simultaneamente”.</p>
<p>Dada essa realidade envolvendo o Direito Fundiário em Mato Grosso e no Brasil, evidencia-se a atuação do Sistema de Justiça alcance com precisão e celeridade a resolução de demandas, que são basilares para a economia, afinal, os imbróglios jurídicos sobre imóveis rurais influenciam, direta ou indiretamente, questões estratégicas e econômicas, principalmente, no Estado que é considerado como um dos maiores produtores de alimentos do mundo.</p>
<p><em>*Joaquim Luiz Berger Goulart Netto é advogado, sócio-fundador do escritório Goulart e Ribeiro da Rocha Advogados.</em></p>
<p><strong>Referências</strong></p>
<p>BARBOSA, José de Arimatéia. Diagnóstico dos problemas do registro de imóveis rurais no Brasil. In: Reflexiones sobre Derecho Latinoamericano. Fortaleza; Buenos Aires: Expressão Gráfica e Editora, v. 17, p. 207-225, 2015.</p>
<p>BRASIL. Lei nº 6.015, de 31 de dezembro de 1973. Dispõe sobre os registros públicos, e dá outras providências. Brasília, DF: Presidência da República, 1973. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6015compilada.htm. Acesso em: 6 jul. 2026.</p>
<p>BRASIL. Conselho Nacional de Justiça. Departamento de Pesquisas Judiciárias. Relatório sobre a situação dos conflitos fundiários rurais no Brasil em 2008. Brasília, DF: Conselho Nacional de Justiça, 2010.</p>
<p>BRASIL. Superior Tribunal de Justiça. Terceira Turma. Recurso Especial n. 2.147.557/SP (2024/0195846-1). Relatora: Ministra Nancy Andrighi. Julgado em: 20 ago. 2024. Diário da Justiça Eletrônico (DJe), Brasília, DF, 22 ago. 2024.</p>
<p>CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. Painel Justiça em Números. Brasília, DF: CNJ, [s.d.]. Disponível em: https://justica-em-numeros.cnj.jus.br/painel-estatisticas/. Acesso em: 6 jul. 2026.</p>
<p>MORENO, Gislaene. O processo histórico de acesso à terra em Mato Grosso. Geosul, Florianópolis, v. 14, n. 27, p. 67-90, jan./jun. 1999.</p>
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		<title>A Justiça que os números revelam</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 18:21:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos de Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[Por Jaqueline Cherulli* Em tempos em que opiniões se propagam com rapidez e as percepções, muitas vezes, sobrepõe-se aos fatos, considero importante olhar para um elemento que não admite interpretações: os números. Eles revelam, com objetividade, a dimensão do trabalho realizado diariamente pela magistratura brasileira e ajudam a compreender por que o fortalecimento do Poder [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Por <em>Jaqueline Cherulli*</em></p>
<p>Em tempos em que opiniões se propagam com rapidez e as percepções, muitas vezes, sobrepõe-se aos fatos, considero importante olhar para um elemento que não admite interpretações: os números. Eles revelam, com objetividade, a dimensão do trabalho realizado diariamente pela magistratura brasileira e ajudam a compreender por que o fortalecimento do Poder Judiciário interessa diretamente à sociedade.</p>
<p>Dados do Conselho Nacional de Justiça demonstram que, apenas em 2025, o Judiciário brasileiro baixou 45,2 milhões de processos, alcançando crescimento de 19,9% na produtividade em relação ao ano anterior. Cada magistrado brasileiro respondeu, em média, por 2.389 processos baixados, enquanto a capacidade de julgamento superou o ingresso de novas ações, permitindo, inclusive, a redução do acervo processual.</p>
<p>Esses resultados representam eficiência administrativa e traduzem o compromisso permanente de homens e mulheres que, diariamente, garantem que conflitos sejam solucionados, direitos protegidos e a Constituição aplicada de forma imparcial. Cada processo julgado significa uma família que aguarda uma resposta, uma empresa que busca segurança jurídica, um cidadão que deposita sua confiança no Estado para resolver um conflito.</p>
<p>Em Mato Grosso, essa realidade também se confirma. No último ano, o Poder Judiciário recebeu mais de 645 mil novos processos e julgou mais de 709 mil ações, produzindo mais decisões do que demandas recebidas. Por trás desses números existe uma magistratura que enfrenta uma carga média superior a dois mil processos por juiz, realidade que exige dedicação integral, elevado preparo técnico e permanente responsabilidade institucional.</p>
<p>Não por acaso, o presidente do Supremo Tribunal Federal e do Conselho Nacional de Justiça, ministro Edson Fachin, sintetizou essa realidade ao afirmar: “As juízas e juízes julgaram um número de processos sem paralelo: 45,2 milhões de processos foram baixados em 2025. É uma produtividade incomparável, notável e digna de todo o reconhecimento.”</p>
<p>Quando se fala em valorização da magistratura, portanto, não se está tratando de um interesse corporativo. Fala-se das condições necessárias para que essa capacidade de resposta continue existindo. Um Poder Judiciário submetido a cargas crescentes de trabalho, com demandas cada vez mais complexas e de enorme impacto social, precisa preservar sua capacidade de atrair, manter e valorizar profissionais altamente qualificados e comprometidos com sua missão constitucional.</p>
<p>A independência judicial, as prerrogativas da magistratura e a valorização da carreira não existem para beneficiar juízes.</p>
<p>Elas existem para proteger a sociedade. Um magistrado independente decide conforme a Constituição, e não conforme pressões políticas, econômicas ou circunstanciais. Essa é uma garantia do cidadão.</p>
<p>Vivemos em um país onde o Poder Judiciário permanece acessível a todos. A elevada litigiosidade brasileira demonstra que a população continua recorrendo à Justiça como espaço legítimo para a solução de conflitos. Esse dado, por si só, representa uma demonstração de confiança institucional que precisa ser preservada.</p>
<p>Naturalmente, nenhuma instituição é imune a desafios. O próprio sistema de controle do Poder Judiciário evoluiu significativamente nas últimas décadas, tornando-se mais transparente e eficiente. Entretanto, episódios isolados jamais podem obscurecer o trabalho silencioso realizado diariamente por milhares de magistrados que cumprem sua missão com independência, equilíbrio e profundo compromisso público.</p>
<p>Fortalecer a magistratura significa fortalecer a segurança jurídica, estimular o desenvolvimento econômico, proteger direitos fundamentais e consolidar a democracia. Afinal, onde há direitos, haverá um juiz para garanti-los. E por trás de cada decisão existe um compromisso permanente com a Constituição e com a sociedade brasileira.</p>
<p><em>*Eulice Jaqueline da Costa Silva Cherulli é presidente da Associação Mato-grossense de Magistrados (AMAM) e Subcoordenadora da Justiça Estadual da Associação Brasileira de Magistrados (AMB).</em></p>
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		<title>Férias escolares também podem ser tempo de descobrir a música</title>
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		<dc:creator><![CDATA[zfpress_administrador]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 13:46:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[*Por Manoel Izidoro Quando as férias escolares chegam, é natural que pais e responsáveis procurem formas de ocupar o tempo das crianças. Passeios, viagens e momentos de descanso fazem parte da programação, mas existe uma oportunidade que, muitas vezes, passa despercebida. O recesso pode ser o momento ideal para despertar um interesse que acompanhará o [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>*Por Manoel Izidoro</p>
<p>Quando as férias escolares chegam, é natural que pais e responsáveis procurem formas de ocupar o tempo das crianças. Passeios, viagens e momentos de descanso fazem parte da programação, mas existe uma oportunidade que, muitas vezes, passa despercebida. O recesso pode ser o momento ideal para despertar um interesse que acompanhará o jovem por toda a vida, e a música é um desses caminhos.</p>
<p>Durante o ano letivo, a rotina costuma ser intensa. Escola, tarefas, atividades complementares e compromissos deixam pouco espaço para experimentar algo novo. Nas férias, esse ritmo desacelera, abrindo espaço para a curiosidade, o brincar e as novas descobertas.</p>
<p>Afinal, aprender música vai muito além de tocar um instrumento. É um processo que desenvolve disciplina, concentração, coordenação motora, criatividade e sensibilidade. Ao mesmo tempo, oferece um refúgio precioso em um mundo marcado pelo excesso de telas e estímulos rápidos, convidando a criança a ouvir, observar, respeitar o tempo de cada aprendizado e celebrar pequenas conquistas.</p>
<p>É comum que muitas famílias procurem as escolas de música justamente nessa época, motivadas pelo desejo de conhecer os instrumentos. Algumas crianças se encantam pelo piano, outras, pelo violão, pela bateria ou pelo canto. Não existe escolha certa ou errada, mas sim afinidade, identificação e, principalmente, a liberdade de experimentar.</p>
<p>Essa descoberta também pode ser compartilhada entre pais e filhos. Não é raro ver adultos que, ao acompanharem os pequenos, acabam realizando o antigo sonho de aprender a tocar. A arte aproxima gerações, cria memórias afetivas e fortalece vínculos que permanecem na rotina familiar muito além do período de descanso.</p>
<p>Outro aspecto essencial é que o aprendizado musical não deve nascer da obrigação. Quando o primeiro contato ocorre em um ambiente leve e descontraído, a experiência se torna muito mais prazerosa. O objetivo inicial não é formar músicos profissionais, embora isso possa acontecer, mas sim contribuir para o desenvolvimento integral do indivíduo, estimulando habilidades úteis para qualquer profissão e para a vida.</p>
<p>As férias passam rápido, mas as escolhas feitas nelas podem deixar marcas duradouras. Um instrumento descoberto, uma primeira aula ou uma melodia aprendida podem representar o início de uma bela história construída com dedicação e emoção.</p>
<p>Entre um passeio e outro, vale a pena reservar um tempo para desvendar o universo sonoro. Em muitos casos, é justamente nesse encontro despretensioso que nasce uma paixão para toda a vida.</p>
<p><strong>Manoel Izidoro é professor e proprietário da Escola de Música IGC de Cuiabá.</strong></p>
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		<title>Da comida à recreação: todas as fases de uma festa infantil</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 13:35:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos de Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[*Por Edy Machado Organizar uma festa infantil envolve expectativa, afeto e muitas decisões. Antes da data, as famílias já planejam cada detalhe. Escolhem o tema, definem os convidados e buscam alternativas que tornem a comemoração inesquecível para todos os presentes. Por muito tempo, as festas infantis focaram na alimentação e nos momentos tradicionais. O bolo, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>*Por Edy Machado</p>
<p>Organizar uma festa infantil envolve expectativa, afeto e muitas decisões. Antes da data, as famílias já planejam cada detalhe. Escolhem o tema, definem os convidados e buscam alternativas que tornem a comemoração inesquecível para todos os presentes.</p>
<p>Por muito tempo, as festas infantis focaram na alimentação e nos momentos tradicionais. O bolo, os doces, os salgados e o parabéns sempre ocuparam lugar de destaque. Esses elementos continuam importantes, afinal, a comida tem um papel afetivo essencial. Ela reúne pessoas, cria conexões e faz parte das lembranças que carregamos. Quem não recorda de uma celebração pelo sabor de um doce preferido ou pelo momento de dividir a mesa com familiares? Essas memórias permanecem vivas porque representam encontros e carinho.</p>
<p>Ao mesmo tempo, as comemorações passam por transformações. Crianças de hoje buscam participação durante todo o evento. Elas querem brincar, explorar, descobrir novidades e compartilhar experiências com os colegas. A comemoração deixou de ser centrada em momentos específicos para se transformar em uma vivência completa.</p>
<p>Agora, a recreação passou a ocupar um espaço mais relevante. Não se trata de oferecer entretenimento passageiro, mas de proporcionar oportunidades para que os pequenos expressem a imaginação e construam lembranças. Brincar é uma necessidade da infância. É por meio das brincadeiras que as crianças aprendem, interagem e experimentam o mundo. Em um aniversário, essa dimensão ganha importância, pois está associada à alegria daquele dia.</p>
<p>A diversão não beneficia apenas os pequenos. Quando os filhos estão envolvidos em atividades seguras, os adultos aproveitam. Os pais conversam com tranquilidade, participam dos momentos em família e vivem a festa sem a preocupação de entreter as crianças.</p>
<p>A praticidade também é valorizada pelas famílias. A rotina exige espaços com estrutura completa, reunindo alimentação, lazer e conforto em um único ambiente. Essa integração facilita a organização e permite focar no que realmente importa, celebrar.</p>
<p>A segurança merece destaque. Toda família deseja que os filhos brinquem livremente em locais preparados. O planejamento e o monitoramento das atividades trazem confiança aos pais, tornando a experiência agradável. Como cada criança possui sua personalidade, oferecer diferentes opções de lazer acolhe perfis distintos, garantindo que todos se divirtam.</p>
<p>As festas infantis são fundamentais para a convivência familiar. Na correria diária, elas reúnem gerações, fortalecendo laços. Uma celebração vai além da decoração. O sucesso vem da união de fatores. O alimento acolhe, o espaço traz conforto e o lazer gera alegria. O que fica são as memórias dos momentos vividos, das risadas e do afeto. É isso que transforma uma festa em uma lembrança eterna.</p>
<p><em>Edy Machado é empresária e proprietária do Fly Park, em Cuiabá.</em></p>
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